As principais cidades do país foram esta manhã, 8 de setembro, invadidas por centenas de táxis, numa marcha lenta que juntou 4000 carros, avança a TSF. Em Lisboa, os números avançados pela RTP revelam que participaram cerca de 400 taxistas. No Porto os números sobem e, segundo o Público, foram cerca de 800 os profissionais nas ruas. Já em Faro, os taxistas decidiram mostrar solidariedade para com os colegas e cerca de 200 carros participaram na marcha lenta contra o serviço Uber.

Neste momento, os números ainda não são definitivos, mas a avaliar pela confusão instalada nas principais artérias de Lisboa, Porto e Faro, foram milhares os que se juntaram ao protesto organizado pela Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), contra a Uber.

A Manifestação decorreu com alguns incidentes quando alguns profissionais decidiram arremessar ovos contra os colegas que não aderiram à manifestação. O protesto fez-se notar nas principais ruas e avenidas das cidades do Porto, Lisboa e Faro, provocando demoras e constrangimentos no trânsito durante toda a manhã.

A norte juntaram-se profissionais de várias cidades, como Porto, Matosinhos, Maia, Vila Nova de Gaia, Braga, Santa Maria da Feira e Santo Tirso. O objetivo dos taxistas é mostrarem à população que estão descontentes com um sistema que dizem “não cumprir a lei”, afirmou José Monteiro, vice-presidente da ANTRAL, em declarações ao jornal Público.

A Uber é um serviço disponível nos telemóveis que permite aos utilizadores usarem um meio de transporte semelhante ao táxi tradicional, mas com menos custos associados. A plataforma chegou a Portugal há um ano, quando se instalou em Lisboa. No Porto a Uber opera há nove meses. Atualmente, apenas estas duas cidades portuguesas têm o serviço disponível. Entretanto, a empresa já respondeu ao protesto através de um vídeo publicado na página oficial do Facebook.

Os melhores vídeos do dia

Vários utilizadores do serviço mostram através de depoimentos as vantagens de ser um cliente Uber. O protesto não é inédito, tendo ocorrido já situações semelhantes nos 70 países onde a empresa norte-americana está presente.