O BPI anunciou este domingoque o pré-acordo entre oCaixaBank e a Santoro, de Isabel dos Santos, deixou de ter efeito. No comunicado, o banco anunciou que "a Santoro Finance desrespeitou o que tinha acordado" com oCaixaBank, uma vez que solicitou alterações nos documentos contratuais.

O facto da Santoro querer fazer alterações no acordo fez com que o BPI deixasse esta parceria para trás, uma vez que as alterações propostas "iriam desfigurar gravemente a solução encontrada" na última semana, e que já havia sido aprovada pelo Conselho de Administração do banco.

Esta quebra no acordo tem implicações que podem passar porlevaro Banco Central Europeu (BCE) a tomar medidas que sejam prejudiciais ao BPI, que pode vir a pagar multas diárias bastante elevadas, de acordo com a regulamentação em vigor.

O acordo entre oCaixaBank e a Santoro tinha como objectivo que oBPI reduzisse a exposição a Angola, tendo em conta a sua sustentabilidade. Neste acordo ficou decidido que o BCE daria até domingo para que as medidas tomadas no acordo entrassem em vigor.

A falta de palavra em relação ao prazo e em relação às alegadas mudanças no contrato fizeram com que o acordo, que foi anunciado no dia 10 de Abril, deixasse de ter efeito.

Devido a estes novos desenvolvimentos entre as duas entidades, não se sabe qual será a acção do Banco Central Europeu, que já foi contactado pelo BPI para se discutir uma alternativa de forma areduzir a exposição a Angola.

O primeiro-ministro, António Costa, foi entrevistado neste domingosobre este assunto.

Costa disse que a situação entre o BPI e BCE pode estar delicada, mas lembrou que se as pessoas responsáveis tomarem as medidas necessárias, o BCE poderá sancionar o banco português, uma vez que as autoridades europeias se têm mostrado muito compreensivas face à situação do BPI.

António Costa adicionou que todos ficaram satisfeitos com este possível acordo e que o facto de se ter malogrado foi "uma pena".

Oprimeiro-ministrorevelou ainda que tem esperança que os principais accionistas do BPI cheguem a um acordo e que o BCE não force a aplicação de multas.

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