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De acordo com a Lusa, que obteve informação sobre o caso através de uma fonte ligada à investigação, as empresas Adubos Portugal e General Electric foram constituídas arguidas no processo de investigação do surto Legionella, caso que ocorreu em novembro de 2014. Vila Franca de Xira foi notícia devido a uma bactéria que provocou 12 mortos e infetou 375 pessoas. A bactéria “legionella pneumophila” pode ser contraída através da inalação de gotículas de vapor de água contaminada que permitiam o seu transporte para os pulmões.

Após o aparecimento da bactéria, o Ministério Público abriu um inquérito que, segundo o que a Procuradoria-Geral da República afirma, ainda continua em investigação e “envolve a recolha e análise de prova e exames periciais, alguns deles complementares a outros já realizados mas essenciais para a descoberta da verdade".

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Aquando do início da investigação, a empresa General Electric foi apontada como uma das suspeitas, uma vez que era a responsável pela manutenção das torres de arrefecimento da Adubos Portugal, considerada o foco principal do surto. Neste caso, estão implícitas práticas de crimes de negligência nos procedimentos de tratamento da torre. Porém, esta é uma investigação instável, uma vez que as pessoas que integram o processo de investigação, que visa determinar a natureza da contaminação, apresentaram resultados pouco coerentes, sendo que apenas cerca de 70 pessoas apresentaram sinais semelhantes à mesma espécie presente numa das torres. Estes resultados levam a crer que, na altura, existiam mais fontes de propagação da doença.

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Segundo os dados obtidos no início da investigação, as vítimas mortais tinham idades compreendidas entre os 43 e 89 anos, sendo que nove eram do sexo masculino e três do sexo feminino. Os principais sintomas eram febre alta, tosse, dificuldades respiratórias e sintomas gastrointestinais. Na altura, este caso levou ao encerramento dos equipamentos desportivos e à suspensão dos sistemas de rega e fontes ornamentais em Vila Franca de Xira, cidade mais afetada pelo bactéria.

O surto de Legionella teve início em novembro de 2014 e foi tratado em apenas duas semanas.