Mais de mil pessoas foram constituídas arguidas, durante o ano de 2017, por suspeita da prática de #Crime de #Incêndio florestal em Portugal. Os dados constam do Relatório Anual de Segurança Interna que retrata a criminalidade nacional. O documento revela ainda que durante o mesmo ano foram detidas 309 pessoas pela prática do mesmo crime. Isto, num ano trágico em termos de incêndios florestais em Portugal e em que morreram mais de uma centena de pessoas.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, entregue na Assembleia da República, durante o ano transacto foram registadas 17.556 ocorrências de incêndios florestais, que contribuíram para que tenham ardido 508.685 hectares de área.

Dados que fizeram de 2017 um ano trágico em termos de incêndios florestais, com destaque para dois episódios severos: em Junho, na zona do Pinhal Interior Norte, com o designado “incêndio de Pedrógão Grande”, e em Outubro, em vários concelhos da região Centro do país, com mais de 500 ignições ocorridas num só dia. Foram registadas 115 mortes na sequência dos violentos incêndios.

De acordo com os elementos fornecidos pelas diversas forças de segurança do país, constantes no referido relatório anual, o número de detenções por suspeita de crime de incêndio florestal quase triplicou, tendo-se contabilizado 309 detidos, representando um aumento de 166 por cento comparativamente a 2016. Por sua vez, foram constituídas arguidas 1.099 pessoas, contra as 174 do ano anterior (2016), o que representa um aumento de 532 por cento.

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O relatório dá conta igualmente que durante o ano de 2017 foram registados 11.221 crimes de incêndio florestal, com metade das participações verificadas nos distritos do Vila Real, Braga, Porto e Santarém. Um aumento de 2.442 crimes comparativamente a 2016, ou seja, mais 27,8 por cento. Quanto às contra-ordenações elaboradas pelas diversas forças de segurança e entidades, no âmbito das acções de prevenção e combate a incêndios florestais, as mesmas tiveram um aumento de 162 por cento, totalizando 7.766 autos.

De referir que os incêndios florestais são apontados como um dos principais domínios na actividade da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), a que se juntam outros agentes de protecção civil, nomeadamente nas acções de prevenção e combate a incêndios florestais, como é o caso, em especial, dos corpos de bombeiros voluntários e municipais, a Força Especial de Bombeiros (FEB), o Grupo de Intervenção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).