Foi nesta última segunda-feira (20) que 17 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) da Esquadra de Alfragide, acusados de agressões e insultos racistas a seis jovens da Cova da Moura em 2015, ficaram a saber das condenações que lhes foram imputadas pelo Tribunal de Sintra.

Polícias absolvidos das acusações de racismo e tortura

Tinham sido igualmente acusados de racismo e de tortura, mas acabaram absolvidos, pois o Ministério Público deixou cair essas mesmas acusações, tal como a estação de Carnaxide (SIC) noticiou no último dia 20.

Mas os 8 policias condenados já fizeram saber que vão recorrer das penas aplicadas.

Acabaram por ser condenados pelos crimes de sequestro e ofensas à integridade física agrava

As condenações dos 8 polícias

Dos 8 policias, só um deles foi condenado à prisão, pelo período de 1 ano e seis meses, pelo facto deste arguido já ter sido condenado no passado.

Os restantes 7, tiveram penas suspensas, em cúmulo jurídico, dois meses e cinco anos de prisão, por: sequestro, ofensa à integridade física qualificada, falsificação de documento, injúria e denúncia caluniosa, tal como adiantou o Observador há 2 dias.

Foi em 2015 na Cova da Moura que tudo aconteceu

Os factos remontam ao ano de 2015, quando um carro da polícia na Cova da Moura alegadamente acabou por ser alvo de pedradas por parte de um jovem, que acabou detido pelo facto.

Posteriormente, mais cinco jovens, com idades compreendidas entre 23 e 25 anos, rumaram até a Esquadra de Alfragide para protestar e tentaram mesmo invadir a esquadra, pelo que também ficaram detidos, tal como o Observador publicou numa das suas edições informativas em fevereiro de 2015.

Os agentes da Polícia de Segurança Pública que se encontravam no interior da Esquadra foram mesmo obrigados a chamar reforços pelo facto de terem a própria segurança ameaçada, tendo, inclusive, os homens do Corpo de Intervenção permanecido durante a noite para manter a ordem pública e evitar mais desordens e tumultos perto da esquadra.

E na tentativa de dispersarem os protestantes, os polícias foram obrigados a disparar para o ar.

Medidas de coacção

Imediatamente após terem sido ouvidos por um juiz, os 5 jovens saíram do tribunal em liberdade, sujeitos apenas a uma das medidas de coacção menos gravosa: o termo de identidade e residência.

Relativamente ao arguido que atirou as pedras,o juiz decretou apresentações periódicas do mesmo às autoridades.

E, obviamente, logo a seguir apresentaram queixa contra esses mesmos policias por ofensas à integridade física e moral pela violência policial.

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