A Associação Cidadãos de Esposende enviou um pedido ao presidente da câmara municipal de Esposende, Benjamim Pereira, solicitando a criação de incentivos monetários à natalidade. Os valores propostos são os seguintes:

  1. a) 1000€, para o 1.º filho;
  2. b) 1500€, para o 2.º filho;
  3. c) 2000€, para o 3.º filho;
  4. d) 3000€, para o 4.º filho e seguintes.

São estes os valores que a Associação considera essenciais para a fixação e melhoria das condições de vida de jovens famílias e dos recém-nascidos, e impulsionar a economia local – princípios fundamentais para a formação de uma comunidade mais justa, solidária e para a criação de um território socialmente mais apelativo para viver, residir e trabalhar.

Para os responsáveis da associação, é preciso investir na fixação das famílias em Esposende e ir ao encontro do que muitas outras cidades fazem para que os residentes não abandonem os seus concelhos.

Proposta nas mãos do presidente

Na proposta enviada a Benjamim Pereira, a associação sugere que 50% do valor recebido seja gasto no comércio local. Desta forma, não são apenas as famílias a beneficiar do apoio mas todo o concelho, já que as compras para os bebés seriam feitas em lojas de Esposende com o consequente impacto positivo na economia local.

Hoje vemos concelhos por todo o país com incentivos à natalidade e os resultados positivos que se verificam são suficientes para sustentar o pedido de apoio para as famílias de Esposende; um apoio que certamente dará um maior conforto e permitirá que os custos com os primeiros meses do bebé sejam encarados com maior otimismo.

Portugal regista uma das taxas mais baixas da União Europeia a que nascimento se refere. Para contrariar esta tendência o governo lançou várias iniciativas; no entanto, são as autarquias a fazer a diferença com os apoios extra como os que pede a associação para os residentes.

Mais medidas para dinamizar Esposende

A Associação Cidadãos de Esposende vem manifestando junto de Benjamim Pereira maior dinamismo para o concelho com iniciativas que passem por apoiar as empresas, as famílias, os jovens e que permitam colocar Esposende como um concelho apetecível para se viver e investir.

Quando se pretende colocar Esposende como uma referência de SmartCity deve-se definir prioridades, não se pode dar preferência à arte para atrair turismo ou sensores que medem a qualidade do ar para atrair atenções. Devemos pensar em quem aqui vive todo o ano: são os moradores os responsáveis por sustentar uma economia local durante 365 dias, não é quem vem a Esposende tomar um café ao fim de semana ou almoçar uma vez por mês que deva ser o alvo prioritário da atenção local.

Para a Associação Cidadãos de Esposende em primeiro lugar os Esposendenses – um autarca deve pensar na sua comunidade e colocar os interesses locais á frente de todos os outros.

O desafio de travar a perda de população está em todos nós, mas cabe à autarquia oferecer condições favoráveis que permitam aumentar a natalidade e a fixação da população no concelho.

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