A Associação Cidadãos de Esposende solicitou ao presidente da câmara municipal de Esposende, Benjamim Pereira, urgência na colocação de postos de carregamento rápido para veículos elétricos no concelho. A organização defende que Esposende não pode ficar atrás nesta matéria; para os responsáveis da Associação, é fundamental que o concelho tenha uma oferta que permita não apenas aos residentes como aqueles que visitam Esposende dispor de postos de carregamento.

Tendência veio para ficar

Em Portugal venderam-se mais de 13 mil carros eletrificados no ano passado.

As marcas anunciaram o fim das motorizações Diesel há alguns anos e preparam-se para converter todos os modelos em versões eletrificadas, algumas serão 100% elétricas.

Portugal é o quinto país europeu onde, em percentagem do total, se venderam mais veículos elétricos em 2018 (3,4% do total), apenas superado por nações do norte da Europa. A legislação europeia recomenda um máximo de dez carros por ponto de carregamento.

A colocação de postos de carregamento elétrico para automóveis em Esposende vai certamente incentivar uma maior utilização de veículos elétricos e promover soluções de mobilidade sustentável, com impactos ambientais reduzidos, considera a associação.

Hoje vemos praticamente todas as cidades em redor do concelho com vários postos de abastecimento, alguns Esposendenses são obrigados a uma deslocação aos concelhos vizinhos para poderem carregar os seus veículos. Uma cidade que visa ser uma Smart City deverá entender a necessidade urgente em apoiar a mobilidade elétrica.

Questões colocadas à câmara municipal

Investir em sensores que medem a qualidade do ar e não investir na mobilidade sustentável é para os responsáveis da Associação incompatível.

Que explicação se pode dar aos que visitam Esposende, que existe uma monitorização do ambiente mas não dispomos de carregadores elétricos e como tal devem optar por se deslocar a outro concelho? Que impacto terá na economia local a falta de postos de carregamento elétricos? Foi esta uma das questões que a Associação colocou ao presidente da Câmara, arquiteto Benjamim Pereira.

A associação questiona também como se pode ambicionar um aumento do turismo se não forem oferecidas as condições necessárias para tal, considerando urgente implementar novas medidas no concelho e mostrar que Esposende não fica para trás dos concelhos vizinhos que já apostam na expansão da infraestrutura de carregamento.

Para a Associação Cidadãos de Esposende, o presidente da câmara municipal de Esposende deveria ter acautelado a necessidade da população local, considerando aquela organização que "não se entende que tenha de ser uma associação local sem fins lucrativos a precaver os interesses locais."

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