A Associação Cidadãos de Esposende está a pedir ao presidente da câmara de Esposende, Benjamim Pereira, que seja proativo.

Segundo a organização, desde o início da pandemia o presidente tem estado sempre atrás do acontecimento, sendo que o primeiro caso covid-19 em Esposende surgiu de um emigrante. Só depois de este ter dado positivo a câmara liderada por Benjamim Pereira pediu às juntas de freguesia ou união de freguesia para estarem atentos à quarentena de quem regressa à sua terra.

Para a Associação Cidadãos de Esposende, Benjamim Pereira, como máximo responsável do concelho, tem de intervir de forma mais "realista" nas decisões e não esperar que aconteça para colocar no terreno as medidas.

Exemplos no país

Há várias câmaras por todo o país a preparar pavilhões com camas para receber doentes infetados com covid-19, mas em Esposende ainda não se vislumbra qualquer iniciativa, apontou a associação. Há câmaras municipais também a atribuir computadores aos alunos que não conseguem aceder às aulas online; todavia, em Esposende não se vislumbra qualquer iniciativa. Há câmaras que reduzem o pagamento da água de forma automática, mas em Esposende é necessário aceder a um formulário solicitando um pedido, realçou a organização.

A associação disse ainda que foi preciso o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, chamar a atenção em todos os canais de televisão sobre a marginal de Esposende, revelando que a mesma estava com muita gente num fim-de-semana, para que Benjamim Pereira tenha tido uma reação de controlo colocando duas viaturas no local.

"Como pode um concelho preparar-se para as semanas difíceis que se avizinham quando um presidente de uma câmara publicita durante 48h um grande desafio aos Esposendenses que para surpresa de todos mais não era que fazer obras de arte em casa", questionou a associação.

Considerando que estão vidas em risco, os responsáveis apontaram que "é necessário deixar de lado os vídeos ou publicações em rede sociais e agir, agir e agir, não se pode andar a reboque dos acontecimentos."

Medidas necessárias

A associação considera que é necessário reparar um Pavilhão com várias centenas de camas, parar os contadores da água em todas as habitações do concelho, verificar quantos alunos necessitam de computadores e atribuir um a cada um deles, abrir um Drive-Thru que permita realizar testes à população local, tal como recomenda a organização mundial da saúde, e desinfetar todas as ruas, não apenas algumas.

Os responsáveis apontam ainda que não faz sentido, em plena pandemia, gastar 14 mil euros em mobiliário para o centro de negócios de Esposende e que o dinheiro devia ter sido usado para apoiar famílias ou em material desinfetante. "É necessário que os Esposendenses sintam que tem um presidente que se antecipa que se prepara para qualquer situação que surja tal como o fazem as diferentes autarquias por todo o país", consideraram.

Já no inicio da pandemia, a Associação tinha solicitado a Benjamim Pereira um plano de contingência, tendo como resposta um comunicado que considerou ofensivo e "carregado de inverdades"; no entanto, o plano acabou por aparecer 48h depois. A associação considera "expectável" que depois desta nota de imprensa Benjamim Pereira opte pelo mesmo sistema, criticar a Associação mas acabando por fazer o que lhe é pedido.

Para os responsáveis da Associação, "não se equaciona" de momento pedir a demissão do presidente da câmara municipal de Esposende, apelando a Benjamim Pereira para agir e prevenir todos os possíveis cenários.

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