O jornalista António Esteves, da RTP, criticou este domingo através das redes sociais a actual directora-geral da Saúde, Graça Freitas, pelas suas declarações.

Na sua publicação, referiu-se às constantes alterações a que a informação acerca da pandemia causada pelo novo coronavirus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19, tem sido sujeita. O jornalista considerou serem desnecessários os "palpites de pura futurologia" apresentados diariamente por Graça Freitas, acerca do que poderá acontecer no futuro.

Previsões em mudança constante

António Esteves criticou os primeiros passos dados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), que começou por, na sua opinião, descredibilizar o vírus levando a pensar que o surto não teria grande impacto no nosso país.

O jornalista considerou que, em relação ao pico da pandemia, Graça Freitas tem expressado a sua opinião e suposições do mesmo. Segundo este, a informação tem sido alterada demasiadas vezes (quase diariamente), tendo começado por ser previsto para o final de Março, tendo vindo a ser alterado para o princípio de Abril e mais tarde para Maio.

Com as novas declarações feitas em directo este Domingo e perante mais uma mudança nas declarações e previsões, António Esteves criticou que a forma como foi dado a entender que a resolução da pandemia chegará apenas quando houver ao dispor uma vacina, alegando na sua publicação que o que " ninguém sabe o que vai acontecer" pedindo "silêncio por favor" à directora-geral da Saúde.

Esclarecimento posterior

Após confrontado com estas declarações e da sua crítica ter alcançado proporções mediáticas, António Esteves não apagou a publicação em questão, mas fez uma outra onde tentou explicar alguns dos motivos que o levaram a escrever a anterior. Disse que considerou que a mensagem tem sido transmitida à população de forma imprecisa e que deveria ser dada sem suposições.

O jornalista da RTP disse entender ser necessário atrasar o pico da pandemia para evitar falhas na capacidade de resposta dos serviços ao vírus. Referiu o mediatismo criado em relação à sua publicação, considerando-o um exagero desnecessário e explicando que não teve intenções de parecer deselegante nem desrespeitador para com Graça Freitas e que não lhe pediu silêncio.

Esclareceu ainda que apenas teve a pretensão de evidenciar "um erro de comunicação" pois estaria apenas a fazer valer os seus direitos à livre expressão e opinião.

Desde meados de Março, a Direção-Geral de Saúde tem como porta-voz a directora-geral Graça Freitas que, em conjunto com a Ministra da Saúde Marta Temido, tem vindo a fazer comunicações diárias e em directo para a televisão e outros meios de comunicação social, acerca do progresso da pandemia covid-19 causada pelo novo SARS-CoV-2.

Não perca a nossa página no Facebook!