A Associação Cidadãos de Esposende remeteu para o presidente da Câmara Municipal de Esposende os dados recebidos sobre a manutenção da Ponte D. Luís (Ponte de Fão). Desde agosto de 2018, há quase três anos, que a Associação vem acompanhando o estado da Ponte D. Luís através de sucessivos requerimentos colocados junto da empresa Infraestruturas de Portugal, S.A. A Associação vem solicitando informação atualizada sobre o estado da obra de arte de forma a poder entender que inspeções foram realizadas e o estado de conservação.

Resultados das inspeções

Em agosto de 2018, a empresa comunicou à Associação que existia agendamento de uma inspeção subaquática para o final de 2018 e inspeção principal para o 2º semestre de 2019.

A inspeção subaquática foi realizada em outubro de 2018, tendo sido atribuído um estado de conservação mediano.

A inspeção principal teve lugar no dia 3 de dezembro de 2019, onde foi realizado um levantamento das anomalias existentes na obra de arte. A inspeção revelou anomalias nos aparelhos de apoio e na proteção da estrutura metálica tendo segundo a empresa Infraestruturas de Portugal uma intervenção a curto prazo de forma a resolver as anomalias detetadas.

Face a estes dados, a Associação optou por comunicar ao presidente da Câmara Municipal de Esposende a sua preocupação sobre as inspeções realizadas, solicitando a Benjamim Pereira imediata intervenção junto das entidades nacionais de forma a obter dados específicos sobres as anomalias detetadas e informação sobre quando será realizada uma intervenção, já que a referência “curto prazo” é amplamente insuficiente.

A Associação desde 2018 que vem solicitando informação sobre várias estruturas localizadas no concelho de Esposende, optando por periodicamente questionar o estado e as revisões de forma a entender que existe um acompanhamento correto por parte das entidades responsáveis.

Informação de relevo para prevenção

A Ponte D. Luís, inaugurada a 7 de agosto de 1892, é ainda hoje uma ligação fundamental. São milhares os veículos que por ela circulam diariamente, é utilizada como passagem entre margens por centenas de pessoas todos os dias

A Associação diz não pretender criar qualquer alarmismo sobre a circulação na ponte, mas sim optar por uma posição de prevenção.

Segundo os responsáveis, o envio da informação deveria ser encarado pelo presidente como cooperação de uma organização local na prevenção, para que não se repita o que aconteceu no passado mês de março, onde a Associação foi “acusada” de alarmista por solicitar um plano de contingência para a pandemia de covid-19 em Esposende, recordando que a contribuição dos cidadãos é democrática e protegida pela Constituição da República Portuguesa e deve ser encarada de forma positiva por quem exerce cargos públicos.

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