A Associação Cidadãos de Esposende manifestou a sua preocupação com a gestão da floresta no concelho e a estratégia de combate a incêndios, na sequência da aprovação de um novo diploma referente ao trabalho das equipas de sapadores florestais (ESF).

Estas equipas são constituídas por cinco elementos e existem equipas privadas e brigadas de sapadores florestais (BSF) pertencentes exclusivamente às comunidades intermunicipais (CIM), sendo pois profissionais de diferentes entidades e variadas instituições.

De que forma é coordenada e que estratégia conjunta existe são algumas das preocupações levadas a público por esta associação.

O novo diploma

O novo diploma, aprovado pelo governo a 21 de maio, pretende aumentar a eficiência do trabalho das equipas de sapadores florestais. O objetivo é colocar no terreno estas equipas mas integradas nas brigadas de sapadores florestais e exclusivamente em serviço publico.

Para suportar esta alteração, a verba de 40 mil euros anuais passa para 45 mil euros. Este aumento adicional de 5 mil euros para as equipas de sapadores florestais é atribuído sempre que a entidade titular seja uma entidade intermunicipal detentora de brigadas de sapadores florestais que prestem exclusivamente serviço público.

Situação em Esposende

No caso de Esposende, a gestão florestal está entregue à Associação Florestal do Cavado.

Esta cobra anualmente 45 mil euros ao estado para a limpeza de terrenos e a Câmara Municipal de Esposende, liderada por Benjamim Pereira, paga à mesma associação 35 mil euros para a limpeza de terrenos camarários.

Se o presidente da Câmara optar por prescindir do serviço privado e aderir à comunidade intermunicipal os apoios são diferentes, podendo chegar a 60 mil euros e consequentemente deixa de despender 35 mil euros pagos a privados para a limpeza de terrenos camarários.

Importa realçar que as viaturas e todo o equipamento utilizado pela Associação Florestal do Cavado são propriedade do estado e cedidas em regime de comodato. Ao transferir os sapadores florestais para comunidades intermunicipais, a autarquia não necessita adquirir qualquer viatura ou equipamentos novos uma vez que já existem e são propriedade do estado.

Com estatuto de comunidade intermunicipal há também a vantagem de aceder ao projeto POSEUR , fundos estruturais europeus para aquisição de máquinas florestais.

Com as alterações no diploma de 21 de maio que diferencia ESF de BSF, o sinal do governo é exigir às autarquias maior empenho na gestão da floresta e estimular a criação brigadas pertencentes a comunidades intermunicipais.

A Associação de Cidadãos de Esposende refere ainda que as comunidades intermunicipais apoiadas pelo projeto POSEUR estão a adquirir tratores florestais, sendo a sua produtividades na limpeza de mato dez vezes superior à intervenção das equipas de sapadores florestais.

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