É mais um nome a juntar ao rol deputativos candidatos para as Eleições presidenciais que se avizinham. FernandoNobre, que em 2011 foi um dos seis candidatos que concorreram às eleiçõespresidenciais, não coloca de parte nova corrida a Belém. Em entrevista aojornal i, o presidente da AMI defendeque pode avançar com candidatura caso entenda que é “útil” para o país.Recorde-se que, em 2011, Fernando Nobre reuniu os votos de sensivelmente 600mil portugueses (583,582).

A discussão em torno das eleiçõespresidenciais de 2016 é tema que ainda promete fazer correr muita tinta. Entreavanços e recuos, dúvidas e certezas, candidatos e putativos candidatos, sãovários os nomes que têm sido veiculados nos últimos meses. Com maior ou menorinsistência, nomes como António Guterres, Jaime Gama, António Vitorino, MarceloRebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, Alberto João Jardim ou Sampaio da Nóvoa surgemna linha da frente no que a esta matéria das presidenciais diz respeito.

Porém,até ao momento, e dado que o acto eleitoral se encontra a mais de dez meses dedistância, alguns dos eventuais candidatos têm optado por uma estratégiadefensiva. Outros ainda nem sequer se pronunciaram sobre o assunto.

Porém, Fernando Nobre decidiuquebrar o silêncio. Para o candidato independente das últimas presidenciais,uma eventual candidatura à Presidência da República em 2016 só acontecerá, talcomo no passado, por “imperativo de consciência e em nome de Portugal”.

Aindaassim, o dirigente da AMI sublinha que só tomará qualquer decisão depois deconsultar aqueles que lhe são “mais próximos”.

A crise económico-financeira queassola vários países europeus, com especial incidência em Portugal, pode ser umobstáculo à candidatura de Fernando Nobre, pelo que o antigo candidatopresidencial não deixa de sublinhar que há “dificuldades financeiras que são inultrapassáveis”.No entanto, Nobre afirma que seria “hipócrita e mentiroso” se dissesse que otema das presidenciais lhe é indiferente.

Questionado sobre a crítica que lhefora apontada aquando das últimas eleições [não ter experiência política], FernandoNobre foi peremptório, ao questionar os portugueses se estão “satisfeitos com opercurso político” daqueles que têm desempenhado funções governativas.

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