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As recentes declarações de António Costa, a propósito da situação mais favorável em que o país se encontra actualmente, em comparação com os últimos quatro anos, estão a causar desconforto nas várias alas do Partido Socialista (PS). Porém, não é apenas na família socialista que o discurso do secretário-geral do partido perante a comunidade chinesa, no passado dia 19, no Casino da Póvoa de Varzim, tem sido alvo de críticas. Manuela Ferreira Leite, antiga líder do Partido Social Democrata (PSD) e ex-ministra das finanças, considera que António Costa tem falta de coerência, dado que, aparentemente, muda de discurso ao sabor dos dias de semana. Recorde-se que as afirmações de António Costa já levaram à demissão de Alfredo Barroso, um dos fundadores do PS e militante nº15, do partido.

No seu habitual espaço de comentário nas noites de quinta-feira na TVI24, Manuela Ferreira Leite sublinha que, regra geral, a maior parte dos políticos tem uma opinião “às segundas, quartas e sextas-feiras”, sendo que, “às terças, quintas e sábados” defendem uma opinião contrária àquela que apresentaram nos dias anteriores.

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O líder dos socialistas já veio a terreiro justificar o teor das declarações que proferiu, dizendo que, perante a comunidade estrangeira, é sua obrigação transmitir “confiança” no investimento em Portugal. Porém, para a antiga governante, a justificação apresentada por António Costa não é plausível. “Quando uma pessoa pensa genuinamente sobre qualquer assunto, independentemente da circunstância ou local, não diz aquilo e o contrário”, disse.

Francisco Assis diz que declarações de Costa têm de ser contextualizadas

O eurodeputado do PS, Francisco Assis, considera que as afirmações de António Costa no Casino da Póvoa de Varzim foram “distorcidas”. Assis defende que “é evidente” que o país está melhor do que há quatro anos, na medida em que o “contexto europeu mudou”.

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No entender do antigo líder da distrital socialista do Porto, não fazia qualquer sentido que António Costa, perante empresários chineses, fizesse considerações negativas sobre o estado do país.