A pouco mais de sete meses daseleições legislativas, o gabinete de estudos do Partido Socialista (PS) vaiiniciar brevemente a elaboração do programa do Governo e, para tal, os socialistasquerem contar com a participação da sociedade. O programa eleitoral do PS seráapresentado até ao final da Primavera, e António Costa já frisou que pretendeum programa com “mais transparência, mais rigor e mais participação.” Oscontributos dos cidadãos poderão ser feitos com recurso à internet, sendo queas propostas mais votadas serão posteriormente inseridas no documento.

Aeleição do XX Governo Constitucional acontece em setembro/outubro.

Em declarações ao Público, JoãoTiago Silveira, ex-secretário de Estado da Presidência, afirma que os váriospontos que constarão do programa de governo socialista serão devidamentecalendarizados e os impactos e resultados esperados das medidas propostas serãoassumidas publicamente naquele documento. Tiago Silveira sublinha que o PS tem“uma estimativa em relação ao resultado” que algumas medidas podem surtir, emáreas como a economia, administração interna ou justiça, pelo que depois “vaiquerer avaliar o seu impacto”.

Com o PS a liderar nas sondagens,o antigo governante português espera que os cidadãos participem na construçãodo programa eleitoral. À semelhança dos orçamentos participativos, ossocialistas desafiam os cidadãos a reflectir e apresentar medidas alternativasconcretas para o documento. O processo é simples: após a selecção de algumasáreas, o gabinete de estudos colocará em votação diversas alternativas que vãode encontro aos princípios do PS, dando assim a possibilidade dos cidadãosescolherem aquelas com que mais se identificam.

O objectivo primeiro dossocialistas consiste na elaboração de um programa de governo explícito,acessível ao eleitor, mas que, sobretudo, procure destrinçar as diferenças emrelação aos partidos que suportam o actual governo (PSD/CDS).

António Costa demarca-se do PASOK

A propósito das eleições naGrécia, o secretário-geral do PS, António Costa, reiterou este sábado, em Setúbal, queo “PS em Portugal não é nem será o PASOK”, na medida em que os socialistasportugueses assumem-se como alternativa e propõem-se a “travar a austeridade”. 

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