A menos de cinco meses da ida dosportugueses às urnas, a indefinição e o equilíbrio são as notas dominantes queprometem acompanhar de perto a campanha eleitoral. E isto porque, à semelhançade sondagens anteriores, o estudo de opinião divulgado esta quinta-feira, dia14, mostra que o braço-de-ferro entre a coligação e o PS está para durar.Porém, a sondagem desta quinta-feira revela também um aspecto nunca antesverificado até então, desde que António Costa assumiu a liderança do PS: empatetécnico.

Socialistas e coligação PSD/CDS estão separados por… uma décima.

De acordo com a sondagemrealizada pela Aximage para o Correio da Manhã e Jornal de Negócios, ossocialistas surgem no primeiro lugar do pódio, com 37,30% dos votos. Noentanto, seguidos de muito perto por PSD/CDS, que reúnem 37,20% da preferênciados eleitores portugueses. Um empate técnico portanto, que surge após aapresentação das propostas macroeconómicas dos socialistas e o anúncio dacoligação entre sociais-democratas e centristas.

Recorde-se que, na altura emque António Costa sucedeu a António José Seguro como secretário-geral dossocialistas, o PS chegou a ter uma vantagem de seis pontos percentuais emrelação ao somatório das preferências de voto dos partidos que suportam ogoverno.

Agora, sensivelmente um mêsdepois da divulgação da sondagem anterior, realizada também pela Aximage, o PSaverbou apenas mais 0,4%, ao passo que a coligação Aliança Democrática (AD)surge neste momento com mais 0,7% relativamente ao mês anterior.

A formalizaçãoda coligação entre os dois partidos da maioria, anunciada no passado dia 25 deabril, parece assim estar a ser bem recebida pelos portugueses.

Na sondagem de maio, o terceirolugar continua a ser ocupado pela CDU (PCP e Verdes), porém com uma descida de1,5% face ao mês de abril, reunindo agora 7,70% da preferência de voto dosportugueses. O Bloco de Esquerda, que em abril apresentava 3,5% das intençõesde voto, aparece neste estudo de opinião com 4,20%.

O PDR de António Marinho ePinto reúne 2,60% (menos 1,2 pontos percentuais face a abril) e o Livre/Tempode Avançar alcança os 2%, mais 0,3% face à sondagem anterior.

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