"Portuguesas e Portugueses", começou assim o discurso do novo Presidente da República, eleito este domingo com 52% dos votos a nível nacional, traduzidos em quase dois milhões e meio de votos. O eterno professor e comentador político, nascido a 12 de Dezembro de 1948 em Lisboa, pai de dois filhos e avô de cinco netos, tem desde muito novo o primeiro contacto com a política.

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Era frequente o convívio com a família do então "primeiro-ministro" do Estado Novo, Marcello Caetano, devido ao envolvimento político do pai, Baltazar Rebelo de Sousa, que foi ministro das Corporações e do Ultramar.

Aluno brilhante na Faculdade de Direito, onde terminou o curso com 19 valores, em 1974 a paixão já pela politica torna-o militante do PSD. Chegou à liderança do partido duas décadas depois, em 1996, cargo que ocupou durante três anos.

Deputado à Assembleia Constituinte, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros do VIII Governo Constitucional, vice-presidente do Partido Popular Europeu entre 1997 e 1999 e membro do Conselho de Estado há quase 10 anos, para além da carreira de professor catedrático na Faculdade de Direito de Lisboa, mas também na Universidade Católica, e ainda comentador político na TVI aos domingos á noite, Marcelo é uma referência na vida política de Portugal, culminando ontem na eleição como chefe de estado da nação.

O próximo Presidente da República.
O próximo Presidente da República.

Marcelo consegue uma percentagem de votos superior às obtidas por Mário Soares em 1986 (51,18%) e Cavaco Silva em 2006 (50,54%). No discurso de vitória no átrio da Faculdade de Direito de Lisboa, repleto de familiares, amigos e apoiantes, afirmou que seria uma honra ser Presidente da Republica, cargo que irá exercer de plena consciência, agradecendo a todos os que confiaram nele.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que, enquanto presidente da República, "será livre e isento".

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No discurso de vitória, disse que o "Presidente da República é o primeiro a querer que o Governo governe com eficácia e sucesso".

António Costa, atual Primeiro Ministro e também aluno do professor há 30 anos, felicitou-o pela vitória e fez questão de “reafirmar o compromisso de “máxima lealdade e plena cooperação institucional.” 

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