A Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios do Porto. É um projecto do engenheiro Francisco Xavier Esteves, de estilo Neogótico e Arte Nova na fachada, classificado como monumento de interesse público pelo seu valor histórico e artístico. Tem sido fortemente divulgada como uma das mais belas livrarias do mundo: em 2008 o Guardian atribuiu-lhe o terceiro lugar e o Lonely Planet em 2010 também a destacou. Já este ano a revista Time destacou-a como a livraria mais "cool" do mundo.

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Por todas estas razões é alvo de inúmeras visitas, mas a partir de 23 de Julho as entradas serão cobradas aos turistas, não afectando quem de facto é cliente.

A ampla divulgação em todo o mundo da Livraria Lello obriga-a a ser um ponto de visita obrigatória, um dos ex-libris portuenses. Ser uma atracção turística leva-a a receber diariamente cerca de quatro mil visitantes. Sendo também uma livraria, toda essa afluência acaba por perturbar quem deseja realmente encontrar um livro, o que é uma das razões para ter entradas cobradas.

Interior da Livraria Lello, Porto.
Interior da Livraria Lello, Porto.

Quem quiser fotografar ou mesmo apenas visitar as míticas escadarias de inspiração das escadas de Hogwarts dos Livros de J.K. Rowling pagará 3 euros.

Caso o motivo da visita à livraria seja a compra de um livro, esse valor pago na entrada será dedutível aquando a aquisição. Para quem desejar existe um passe anual "Amigos da Lello" com o valor de 10 euros, também dedutíveis em compras ao longo do ano. Existirão duas filas, uma para os "turistas" que pagam 3 euros, outra para os clientes habituais portadores do passe anual que funcionará como uma "via verde".

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José Manuel Lello referiu ao Público: "O que estamos a tentar criar aqui é a sensação e o conforto de uma livraria. Não é só tirar uma selfie e ir embora." Nas redes sociais as opiniões relativamente a esta iniciativa da livraria dividem-se. Para alguns existem mais pontos de interesse a visitar no Porto gratuitamente, outros aplaudem a ideia, pois o período de atendimento era demorado e a visita também era caótica, não havendo muito espaço para admirar e contemplar o seu interior.

Alguns comentários mais antigos numa das páginas da livraria já referiam que a cobrança de entradas poderia vir a melhorar o ambiente.

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