Que uma boa noite de sono é revigorante, isso não é novidade, agora e sobre os riscos, o que realmente acontece com quem sofre distúrbios do sono? E quem tem sono normal também corre riscos? Um novo estudo publicado pela Dove Press analisou laboratorialmente indivíduos em privação de sono e comparou resultados entre grupos com pessoas sem qualquer déficit de sono comprovado e pessoas que sofrem de insónia.

Em análise de indivíduos com insónia primária frequente, ou seja, pessoas diagnosticadas com insónia crónica no início do sono, foram recrutados participantes com idades entre 24 e 40 anos, sendo 14 pessoas no total, destas, 7 que dormem de forma normal (entre 6 e 10h por dia) e 7 diagnosticadas com insónia.

O que é insónia crónica?

Primeiramente vamos conceituar: insónia crónica pode ser definida como sendo a dificuldade em iniciar ou manter o sono por pelo menos 3 dias por semana, por 3 meses seguidos. Acredita-se que nos EUA 25% da população sofra com este tipo de problema. Nos testes laboratoriais, os participantes ficaram 38 horas privados do sono e realizaram versões de testes de vigilância psicomotora a cada 3 horas durante a privação.

Resultados

Dentre os achados percebeu-se um padrão relativamente parecido no desempenho dos dois grupos nas primeiras 16 horas do período de privação, porém, após este tempo com o prosseguimento das atividades, o grupo das pessoas com insónia chegou a 2 vezes mais erros (mais que o dobro) que o grupo de pessoas que dormiam normalmente, ou seja, o nível de atenção do grupo das pessoas com insónia demonstrou ser relevantemente mais comprometido do que o das pessoas que dormem normalmente.

Algumas coisas interessantes podem ser analisadas ao verificar as tabelas do estudo, primeiramente, que o uso habitual de cafeína não parece ter impacto relevante entre o grupos, já que é sabido que a cafeína é um composto com poder de bloquear alguns receptores no cérebro e assim aumentar o poder de vigília.

Segundo, no diário de sono relatado, percebe-se um tempo médio na cama de quase 1h a mais pelas pessoas com insónia, porém com uma duração de sono próxima de uma hora a menos. Quer dizer, enquanto as pessoas com insónia no seu histórico ficavam na cama em média 9,2h, o seu tempo a dormir foi de 6,5h em média.

Enquanto as pessoas normais tiveram sempre tratando de médias, 8,3h na cama e 7,3h a dormir, o que nos faz pensar acerca do quanto a rapidez ou agilidade em adormecer pode ser de valor para uma qualidade do sono.

Em conclusão, o estudo refere a importância em se atentar ao que diz respeito ao desempenho da pessoa no local de trabalho e nas suas atividades diárias em decorrência deste aspeto limitante quanto à atenção. Por outras palavras, pode ser perigoso para as pessoas conviverem com estas dependendo da atividade que a pessoa com insónia exerça.

Claramente existe uma tendência demonstrada em menos desempenho diário no que tange as pessoas que sofrem com deficiência de sono, confirmando a importância fundamental que dormir bem exerce na biologia dos humanos.

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