Um grupo de investigadores do Comité Ambiental do Fórum das Sociedades Respiratórias Internacionais, analisou dados, factos e ocorrências acerca da poluição e os resultados acabam de ser publicados pela American Thoracic Society. O estudo, intitulado "Health Benefits of Air Pollution Reduction" (benefícios para a saúde da redução da poluição atmosférica) tem conclusões que são, no mínimo, impactantes: expõem os benefícios verificáveis das intervenções realizadas na qualidade do ar.

É um facto que o ambiente dos seres humanos hoje em nada se parece com o que em qualquer momento já tenha sido. Estamos em frente a um dispositivo eletrónico a analisar novos estudos, recém publicados noutras regiões ou países, estamos inseridos em cidades grandes ou pequenas, testando meios de transporte autónomos, tudo isso toca a raça humana, toca a biologia do ser vivo, e neste novo ambiente criado há pouco tempo percebem-se efeitos.

A poluição do ar em modos gerais foi elevada nos últimos tempos, podemos pensar nos últimos 150 anos. Inúmeras moléculas tóxicas estão entre os poluentes, desde óxidos de enxofre (irritantes das mucosas dos olhos e vias respiratórias), até ao chumbo (problemas renais, cerebrais e danos ao sistema nervoso em bebés). Segundo o estudo, com a introdução de novas diretrizes, “nos EUA foram reduzidos em 73% estes gases entre 1990 e 2015.” A pesquisa estima economias pelo sistema de saúde na casa dos 2 mil milhões de dólares para 2020, maior expectativa de vida e uma longevidade estimada em menos 230.000 mortes por ano.

Resultados concretos

Sabendo-se que o ato de fumar gera efeitos poluentes do ar, principalmente quando em ambientes fechados, analisou-se dados da Irlanda, país que a partir de 2004 adotou diretrizes proibitivas ao fumo.

Com as palavras dos pesquisadores: “A proibição de fumar na Irlanda reduziu bastante a poluição do ar em ambientes fechados, com melhoria da saúde não apenas dos trabalhadores da hospitalidade, mas também da população em geral.”

Em Pequim 2008, devido às Olimpíadas, o governo chinês realizou reduções de emissões de gases principalmente de viagens quanto à logística de fábricas por pouco mais de 2 meses e com isso verificou-se menores concentrações de partículas poluidoras no ar.

Notoriamente, 2 meses após a redução da poluição, houve 58% menos consultas médicas relacionadas com a asma e menores níveis de inflamação sistémica.

O que se percebe em ambientes internos que utilizam fogões a lenha ou querosene é um declínio quanto à qualidade de vida respiratória.

Coincidência ou não, num estudo realizado na Nigéria demonstrou-se que o facto de cozinhar com fogão a etanol ao invés de lenha ou querosene estava ligado a “maior peso de bebés ao nascer, maior idade gestacional no parto e menor mortalidade perinatal.”

O que fazer então

O filtro de ar HEPA apresenta-se como uma opção interessante para casas, revelando uma diminuição dos alérgenios internos. Porém, tal sistema não parece resolver o problema dos poluentes gasosos como óxidos de ozónio e nitrogénio: para isso seria necessária a adição de um filtro de carbono.

Lembre-se que ambientes que ficam muito tempo fechados, apesar de logicamente obterem uma menor invasão dos poluentes externos, ainda assim é potencialmente alto em concentrações de dióxido de carbono e mofo.

Claramente, a adoção de práticas quanto ao controlo dos poluentes tende a gerar efeito rápido de melhoras para a população, além da manutenção de níveis interessantes de compostos no ar que favorecem a continuidade da existência humana no planeta Terra. Para isso, a velha história de políticas governamentais volta à tona, sempre atrelada às responsabilidades de cada um de nós.

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