Na passada quarta-feira, dia 21 de janeiro, a Câmara Municipal de Palmela aprovou, no decorrer da reunião pública, uma moção sobre o Serviço Nacional de Saúde e sobre a situação atualmente presenciada nas urgências hospitalares do distrito e do país.

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Conforme explica o município, este manifesto "exprime a sua solidariedade para com todos os profissionais de saúde, que têm dado o seu melhor neste período de enorme afluência aos cuidados de saúde", expressando a sua inquietação face ao atendimento prestado aos utentes. Nesta moção é ainda salientada a carência de recursos humanos e materiais, as lacunas presentes na área da gestão das políticas públicas da saúde e, em última instância, o desinvestimento contínuo no Serviço Nacional de Saúde.

Urgências Hospitalares na ordem do dia em Palmela
Urgências Hospitalares na ordem do dia em Palmela

Estas questões que conquistam maior dimensão, em especial, nos serviços de urgência são, segundo o executivo, "a base do problema". A triagem de Manchester, empregada pelos hospitais, tem imposto tempos de espera muito para além do aconselhável, sobretudo nas faixas etárias mais vulneráveis.

Outro dos temas em discussão é a inexistência de uma resposta alargada e eficiente por parte dos centros de saúde, extensões e unidades de saúde familiares, que acaba por adensar o número de utentes que se socorrem das urgências hospitalares.

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Esta realidade que se traduz em tempos de espera amplificados é, alegadamente, uma das principais razões para a ocorrência de óbitos por falta de assistência rápida.

A Câmara Municipal de Palmela contesta ainda "a assunção de responsabilidades por parte de quem conduz as políticas públicas de saúde, a tutela, face à degradação da resposta às populações, colocando em causa o princípio constitucional de garantia de acesso aos cuidados de saúde".

Deste modo, esta proposta que foi apresentada pela bancada do PS conseguiu reunir a aprovação da maioria CDU e a abstenção do Vereador Paulo Ribeiro, da coligação Palmela Mais (PPD-PSD/CDS-PP).

A moção deverá agora ser enviada ao Ministro da Saúde, à Ordem dos Médicos, à Ordem dos Enfermeiros, ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal e à ACES da Arrábida.

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