O alerta foi dado pela hora de almoço desta sexta feira para a Polícia de Segurança Pública (PSP) sobre uma ocorrência na Avenida das Forças Armadas, no Alto do Seixalinho, no Barreiro, distrito de Setúbal. Chegados ao local, os agentes da polícia encontraram os corpos de duas vítimas mortais, um homem e uma mulher, septuagenários, e o filho de ambos, que apresentava ferimentos e é o suspeito de ter matado os pais com diversas facadas.

O crime terá acontecido ainda durante o dia de ontem, quinta feira, mas só hoje o alerta foi dado, na sequência dos ferimentos auto-infligidos pelo suspeito, com cerca de 40 anos de idade, que se terá tentado suicidar.

O comandante dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, José Figueiredo, explicou o cenário encontrado. "Quando chegámos lá, deparamo-nos com duas vítimas, uma feminina de 70 anos e uma masculina de 75 anos, que terão sido agredidas com arma branca", disse em declarações citadas pela edição online do jornal 'Público'.

Quando as autoridades policias e de socorro chegaram ao local, as vítimas já não apresentavam quaisquer sinais vitais. Os corpos, já ao longo da tarde, foram retirados do local para mais exames que permitam esclarecer como tudo se desenrolou. Para o local foi também enviada uma ambulância para assistir e transportar o suspeito para o Hospital do Barreiro, para receber assistência médica. A unidade médica não revela pormenores sobre o estado de saúde do homem.

A Tragédia terá acontecido num quadro de uma grave divergência entre o suspeito e os pais, que terão recusado dar-lhe dinheiro para alimentar o vício da droga.

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Os vizinhos, que se juntaram às dezenas perto do prédio onde todo o duplo Crime ocorreu, não escondem o problema de toxicodependência do suspeito. Esta era há anos a fonte permanente de conflito entre filho e pais que, ao que tudo indica, já seriam vítimas de maus tratos, e a quem o filho pedia permanentemente dinheiro para alimentar este vício, que se viria a revelar fatal.

A Polícia Judiciária (PJ) foi chamada e já está no local a recolher elementos de prova para esclarecer os contornos deste macabro crime. Quando tiver alta, o suspeito vai ser presente a tribunal para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação, por parte de um juiz. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) também disponibilizou um psicólogo, que se encontra no local, para prestar assistência aos familiares das vítimas.