Aquele que seria mais um dia normal de trabalho para sete operários de uma empresa de montagem e desmontagem de andaimes acabou por ficar marcado pela tragédia logo pela manhã. Seguiam todos numa carrinha em direcção ao complexo petroquímico em Sines quando, por razões ainda desconhecidas, o veículo chocou frontalmente com uma outra carrinha, de mercadorias, que seguia em sentido contrário. Seis, dos sete trabalhadores, morreram, e só um sofreu ferimentos considerados graves, assim como o condutor do outro veículo.

Segundo o capitão António Ferreira, da Guarda Nacional Republicana (GNR), o alerta foi dado poucos minutos antes das sete horas da manhã desta quinta-feira (21 de Junho), dando conta para um acidente de viação ao quilómetro 34 da Estrada Nacional 5 (EN5), designada por Itinerário Complementar 1 (IC1).

Sem conseguir esclarecer as causas do violento acidente – que se encontram a ser apuradas pelo Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação – o militar adiantou aos jornalistas que àquela hora chovia intensamente, pelo que a chuva poderá ter contribuído para a ocorrência. Sabe-se, contudo, que uma das viaturas entrou em despiste e embateu com violência na noutra que seguia em sentido contrário.

A viatura ligeira de mercadorias, que transportava material para uma unidade industrial do sector automóvel em Palmela, era conduzida por um homem de nacionalidade espanhola que sofreu ferimentos considerados graves, tendo sido transportado para o Hospital de São Bernardo, unidade do Centro Hospitalar de Setúbal. Já no outro veículo, ligeiro de passageiros, morreram seis ocupantes – três de nacionalidade portuguesa e três de nacionalidade brasileira -, com idades entre os 20 e os 50 anos de idade.

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Só um dos trabalhadores sobreviveu, tendo sido transportado, igualmente, para a mesma unidade hospitalar.

A operação de socorro, os trabalhos de remoção dos veículos acidentados e a limpeza da via foram complexos, e de acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) envolveu cerca de meia dezena de elementos auxiliados por 21 veículos de várias entidades, como Guarda Nacional Republicana, corpo de bombeiros voluntários de Águas de Moura (concelho de Palmela) e Alcácer do Sal, e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que accionou para o local duas viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) afectas aos hospitais de Setúbal e do Barreiro.