Está provado, através de vários estudos, o poder curativo de um abraço, tanto para a saúde física, como para a psicológica. De facto, abraçar alguém que gostamos pode reduzir o stress e ajudar a diminuir a pressão arterial. Pode também contribuir para o bem-estar geral da pessoa através duma substância que libertamos, a oxitocina. Assim terá pensado Anthony Cymerys, mais conhecido como "Barbeiro Joe", quando, há 25 anos, decidiu começar a cortar cabelos de pessoas sem-abrigo no Bushnell Park, em Connecticut, nos Estados Unidos.

Antigo contabilista e atualmente reformado, Anthony Cymerys, de 82 anos, decidiu criar um novo negócio de cortar cabelos àqueles que, de outra forma, não o poderiam fazer.

Em troca, apenas lhes pede um abraço. E é assim que há 25 anos, todas as semanas, às quartas-feiras, impreterivelmente, o já bem conhecido "Barbeiro Joe" anima o Bushnell Park onde se instala com uma cadeira de praia, tesouras e uma máquina de cortar cabelos que liga recorrendo à bateria de um carro. Os seus clientes são os sem-abrigo que, não tendo recursos para tratar de si próprios ou ir a salões, têm no "Barbeiro Joe" o seu profissional de beleza. Com este gesto, aparentemente tão banal para a maioria das pessoas, o solidário reformado contribui para que estes indivíduos ganhem, além dum corte de cabelo ou barba aparada, um novo semblante e alegria de viver ou não fosse a aparência um fator de estigmatização das sociedades. De olhar cândido e sorriso luminoso, o "Barbeiro Joe" tudo faz para que os seus "clientes"se possam sentir um pouco melhor e, como pagamento, apenas lhes pede um abraço no final.

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Anthony diz que é um trabalho que faz com agrado e o seu gosto é tal que o tratamento não se limita ao corte. De facto, todos os clientes que queiram usufruir dos seus préstimos recebem o "pacote completo" e se estão com o couro cabeludo ressequido, ganham uma massagem! O trabalho pro-bono deste reformado ganhou de tal forma visibilidade que todas as quartas-feiras, religiosamente, se formam filas de sem-abrigo à espera de se sentarem na cadeira "milagrosa" do "Barbeiro Joe".