A morte prematura de dois agentes da PSP (de 23 e 26 anos) de S. João da Talha chocou o país. Ao serviço da nação, os polícias perseguiram dois suspeitos de assalto até que foram colhidos mortalmente por um comboio. O momento gerou consternação e uma profunda tristeza, nas famílias e na corporação. Os suspeitos foram capturadas logo após o acidente, na estação de comboios de Sacavém. Esta segunda-feira ficaram a conhecer a decisão da Justiça e, embora não a tivessem ouvido, o Tribunal de Loures condenou-os pela prática de furto qualificado na forma tentada a uma residência na Bobadela, e ainda por posse de arma proibida, acusação que recaiu apenas sobre um dos jovens.

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O assaltante mais velho, de 19 anos, ficou com sete meses de pena suspensa e foi ainda condenado ao pagamento de mil euros de multa, pelo Crime de arma proibida, e a uma indemnização de 150 euros ao proprietário da residência que sofreu a tentativa de assalto. O mais novo (17 anos) vai cumprir nove meses de prisão por dias livres, em 54 períodos de 36 horas, aos fins-de-semana. A prisão por dias livres está prevista no código penal com algumas restrições: o arguido só pode ficar privado da liberdade aos fins-de-semana, não podendo exceder 72 períodos, nem pode ser aplicada a penas superiores a um ano de prisão.

Os dois jovens, já com antecedentes criminais, começaram a ser julgados no passado dia 26 de Fevereiro, em processo sumário - ou seja, conduzido por um só juiz, de maneira a que acelere a sentença, já que, segundo a lei, este tipo de processos envolve delitos menos graves e têm consequências menos pesadas. Depois de recolhidas e analisadas todas as provas, o juiz concluiu que os jovens tentaram assaltar uma residência, pondo-se em fuga, quando abordados pelos agentes da PSP. Seguiu-se uma perseguição pedonal que acabou da pior maneira para os dois polícias envolvidos.

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Os assaltantes foram detidos por outros polícias chamados ao local para ajudar na perseguição. O Tribunal deu como provado que havia um terceiro elemento, ainda não capturado. O facto de se tratar de dois jovens pesou na decisão final; o juiz explicou que decidiu atenuar a pena devido "à idade dos arguidos". Os advogados dos condenados vão agora analisar a sentença para decidir se recorrem ou não. Os dois jovens só cumprem a pena quando a decisão transitar em julgado, ou seja, quando não for passível de mais nenhum recurso.