Ainda que a decisão não tenha sido divulgada pelo Hospital de Santa Maria, por razões de ética médica e de preservação da privacidade da menor, de acordo com fontes judiciais, o Diário de Notícias veio a saber que a decisão terá sido a de autorizar a interrupção da gravidez. O caso tem sido acompanhado de perto, tanto pelos órgãos de comunicação social, como pela equipa pluridisciplinar do hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde a menina tem estado internada, desde que se descobriu que estava grávida.

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A menina tem sido assistida por uma variada equipa de especialistas, a começar pela direcção clínica do hospital, passando por pediatras, pedopsiquiatras, obstetra, psicóloga e assistentes sociais, que terão chegado a um consenso quanto ao futuro da criança e da gravidez. Decisão que terá tido em conta tanto "o superior interesse da criança", como os "aspectos clínicos, éticos, jurídicos e sociais", visto que por lei, o prazo para a interrupção voluntária da gravidez já se encontra ultrapassado.

Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Ainda assim, como já teria afirmado ao Diário de Notícias, no dia anterior à tomada de decisão, Luís Graça, director do serviço de obstetra do Hospital de Santa Maria, a gravidez não teria consequências na saúde física da menor, mas teria consequências psicológicas gravíssimas.

Tendo em conta essas futuras sequelas psicológicas, o Diário de Notícias terá investigado e, de acordo com fontes judicias, a decisão final terá sido a de interromper a gravidez de vinte semanas, decisão essa apoiada pelo Ministério Público, que terá tido em conta a saúde mental da menor.

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Recorde-se que a menina sofreu vários abusos sexuais ao longo dos últimos dois anos por parte do padrasto, sendo que deles resultaram esta gravidez. O facto de se vir a realizar o aborto não agrava a pena do culpado, mas pela gravidez a pena pode ir entre 6 a 15 anos de prisão e por cada crime perpetuado sobre a menor desde que esta tinha dez anos, pode vir a ter uma pena acumulada entre 4 a 12 anos. Contas somadas, a pena pode ir até aos 25 anos de cadeia, segundo fonte judicial.

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