Jorge Oliveira, o jovem que foi vítima de bullying, apresentou esta quarta feira queixa na PSP da Figueira da Foz. O vídeo foi gravado em junho de 2014, mas só agora foi revelado após a publicação no Youtube. O caso está também a gerar uma onda de solidariedade nas redes sociais. O jovem conta até com uma página de apoio no Facebook, que em poucas horas já reúne mais de três mil apoiantes.

O caso está a chocar a opinião pública. Jorge é esmurrado e esbofeteado por duas raparigas, enquanto outro rapaz grava o vídeo, que nas doze horas em que está publicado já teve mais de um milhão de visualizações e centenas de comentários a repudiar os acontecimentos.

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Todos os intervenientes têm entre 15 e 17 anos e frequentam três estabelecimentos de ensino diferentes da Figueira da Foz. Uma das agressoras é filha de um funcionário da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Ao longo de 13 minutos, as agressoras vão trocando entre si para humilhar o rapaz. Entre os insultos, uma das jovens justifica as agressões pelo facto de Jorge Oliveira lhe meter "nojo". Jorge Oliveira não reage com Violência às agressões, repetindo apenas para que parem.

Jorge Oliveira é esbofeteado por duas jovens
Jorge Oliveira é esbofeteado por duas jovens

O vídeo terá sido gravado em junho do ano passado, numa rua da Figueira da Foz. Carlos Santos, diretor da Escola Dr. Joaquim Carvalho, onde o aluno frequenta o curso de Multimédia, já repudiou os acontecimentos e garante que vai acompanhar o aluno de perto. Também a Comissão de Proteção de Menores e Jovens foi apanhada de surpresa e garante que vai estar atenta à situação.

Após a publicação do vídeo, a PSP decidiu encetar uma investigação ao caso, que agora ganha mais força com a queixa do jovem agredido. Ele próprio confirmou às autoridades os factos e o momento em que aconteceram.

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Onda de solidariedade

O caso está a gerar uma verdadeira onda de solidariedade nas redes sociais. Uma página de apoio a Jorge Oliveira foi criada no Facebook e já conta com mais de 3.500 seguidores. Muitos internautas escrevem também mensagens de repúdio e outros dão força ao jovem. Há já figuras públicas, como os humoristas Nilton e Rui Unas, a manifestarem a sua revolta perante a situação.

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