FranciscoCardoso emigrou para a Alemanha e deixou a sua família em Portugal. Estapoderia ser mais uma história de Emigração recorrente nestes tempos de crise, mas este caso especifico ganha contornos dramáticos. FranciscoCardoso viu-se obrigado a emigrar para Hamburgo precisamente um mês antes denascer a sua segunda filha, Mariana. Desde então, o emigrante português aindanão teve oportunidade de estar com ela, e só deverá poder abraçar pela primeira veza sua filha no Natal.

O Skypetem sido a única ligação da bebé Mariana com o seu pai Francisco Cardoso, quedevido à distância que a falta de emprego em Portugal provocou, nunca teve aoportunidade de abraçá-la e acariciá-la.

Numa altura em que Portugal já é opaís da União Europeia com a maior taxa de emigração, estes casos, como o dafamília de Francisco, correm o risco de começarem a ser normais em Portugal. Umautêntico drama social, que cada vez mais os jovens casais portuguesesenfrentam.

“Nósfalamos sempre, todas as noites no Skype, é sempre muito emocionante. Infelizmente,o Francisco só vai poder estar com a Mariana a primeira vez pelo Natal. É a vida.Mas ela reage sempre quando ouve o pai, costuma rir-se no Skype.

As saudadessão muitas, mas não há trabalho nesta região. A emigração acaba por ser um malnecessário”, revelou Helena dos Santos ao Correio da Manhã. O drama é imensonesta família com duas raparigas pequenas e que vêem parte da sua família separadapor causa do estado do país, apesar da internet “encurtar”, de certa forma, as distâncias.

Aemigração em Portugal está repleta de casos semelhantes, que são normalmente apresentadosem números nos telejornais, negligenciando todo o drama social que contêm.De facto, Portugal é o país da União Europeia com a maior taxa de emigração eos números são cada vez mais elevados, mesmo que a economia portuguesa estejajá em recuperação e o desemprego a diminuir gradualmente.

Tal como a família deFrancisco e Helena, muitas outras querem demonstrar através das suas históriasde vida que a emigração não é só abandonar o país, mas sim abandonar quem maisamam.

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