Mário Nunes, de apenas 21 anos, foi o primeiro português a combater o Estado Islâmico. Em Janeiro deste ano desertou da Força Aérea para se juntar às Unidades de Proteção Popular (YPG), que combatem o regime sírio de Bashar al-Assad e o Estado Islâmico. Depois de quatro meses no terreno, este jovem está de regresso à Europa. Entretanto, um segundo português já seguiu as pisadas de Mário e já se encontra também ele na Síria.

Em Portugal era empregado de mesa na messe da Base Aérea n.º 11, em Beja, ao serviço da Força Aérea, desde Julho de 2012.

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Porém, o facto de a “tropa portuguesa estar cheia de hipocrisia” e de já não se cultivar “o privilégio e a honra de ser militar” levou a que este jovem desertasse no início deste ano e se alistasse num dos movimentos de defesa mais perigosos do mundo.

A revista Sábado destaca esta semana a entrevista que terá feito durante as últimas semanas a este português. Sabe-se que Mário Nunes preferiu ajudar, conforme conta: “eu e eles preferíamos morrer ou ficar feridos a não fazer nada”, escreve a revista.

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Assim, seguiu à risca as instruções que lhe chegaram através da Internet. Comprou um bilhete para o Curdistão iraquiano, que lhe ficou por 563 euros, uma das poucas despesas que teve, e juntou-se às forças rebeldes que combatem o EI na Síria. No local, Mário conta que “formámos um grupo que depois foi transportado para uma localização não identificada nas montanhas”.

Passados quatro meses na frente de combate, este português está de regresso à Europa.

Segundo o jornal Expresso por “falta de dinheiro”, daí que possa regressar brevemente a Portugal para junto da família que está no Algarve e Alentejo. Porém, fica em aberto a possibilidade de um dia voltar.

Há poucas semanas partiu o Miguel, o segundo português a alistar-se na YPG. Ao semanário Expresso afirmou recentemente que os membros do EI “não são pessoas mas demónios, que decapitam mulheres e crianças.

Tinha de fazer qualquer coisa”.

Caso estes dois jovens regressem a Portugal serão investigados pelas autoridades para que se perceba qual o seu grau de envolvimento, apesar de não serem considerados terroristas.

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