Susana Albuquerque é licenciada pela Faculdade de Direito de Lisboa, com especialização em Direito Financeiro. Acredita que em 1997 deu-se uma das mudanças mais significativas da sua vida profissional uma vez que aceitou o convite da ASFAC (Associação de Instituições de Crédito Especializado) para ser secretária geral, e foi tendo como base todo o seu conhecimento em educação financeira que a Blasting News falou com Susana Albuquerque para saber até que ponto a Raspadinha pode ser uma ameaça ou uma vantagem significativa à gestão financeira de uma família.

Em primeiro lugar, a crescente procura por parte dos portugueses a este jogo social do Estado deve-se a dois principais motivos: a revelação imediata do prémio e o baixo investimento.

Para Susana Albuquerque, Secretária-Geral e Coordenadora de Educação Financeira da ASFAC, “os portugueses têm perfeita noção de que a Raspadinha é um jogo de sorte, havendo consciência de que a grande fonte de rendimento é a atividade profissional que cada pessoa exerce”. Existem, no entanto, conselhos que devem ser deixados, para que um simples ato do quotidiano não se torne num gesto incontrolável e aditivo. “O segredo está em saber jogar dentro dos limites financeiros, não colocando em risco a gestão do orçamento financeiro. Muitas famílias jogam no Totoloto e no Euromilhões há anos, sempre com a mesma chave e investindo sempre o mesmo montante. É uma despesa que assumem e que faz parte do seu orçamento, tal como outras pessoas podem usar o dinheiro para poupar. Trata-se de uma opção que a pessoa faz na gestão do seu dinheiro”, defendeu a especialista.

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Para os vencedores deste tipo de Jogos, Susana Albuquerque deixa também uma mensagem. Para os que ganham grandes montantes, “diversifiquem os seus investimentos por tipos de produtos bancários e até mercados, ou seja, não coloquem todos os ovos no mesmo cesto”. Por outro lado, aos que conquistam montantes mais baixos: “sugiro que os coloquem de parte, criando um pé-de-meia ou até juntando para ajudar a concretizar algum dos projetos da pessoa/família mais rapidamente. A colocação do dinheiro numa conta à ordem é meio caminho andado para que se gaste sem darmos conta”, aconselhou em declarações à Blasting News.