Patrick Batista Lopes, nascido em 1990, na Póvoa de Varzim, apareceu na última quinta-feira (18 de Janeiro) morto na região de São Gonçalo, no rio de janeiro com 15 disparos. Foi encontrado pelos próprios colegas, já sem vida, no banco traseiro de uma viatura, mas sem a arma de serviço. Patrick nasceu em Portugal, mas pouco tempo depois foi para o Brasil, e foi lá que cresceu e que decidiu se tornar polícia.

Era Polícia Militar (PM), tinha apenas 27 anos de idade, e já fazia parte da conhecida Unidade de Polícia Pacificadora desde 2014.

Polícia essa que foi criada especificamente para combater a Violência extrema dos criminosos das favelas do Rio de Janeiro, tal como o Correio da Manhã já informou numa das suas últimas edições informativas.

Os motivos que terão levado ao crime estão ainda por apurar, mas as forças policiais brasileiras suspeitam que Patrick tenha sido vitima de um assalto. E que talvez durante o assalto, os criminosos o tenham reconhecido como policia militar e o tenham executado no final. Ao lado dele foi também encontrada a sua carteira profissional de Polícia Militar.

Entretanto a polícia já se encontra no terreno a investigar o caso, mas os homicidas ainda não foram capturados.

Para tentarem obter todas as informações possíveis que possam ajudar a deslindar este caso, a polícia brasileira oferece até uma recompensa de cerca de 1.200 euros a quem eventualmente possa identificar ou até localizar os criminosos em questão.

Somente quando todas as investigações terminarem, e os suspeitos forem identificados, localizados e detidos é que se poderá ficar saber como tudo eventualmente aconteceu e quais foram os verdadeiros motivos para esta morte tão violenta.

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Um polícia militar atingido com 15 tiros, não foi atingido por acaso, era mesmo para ser morto.

A Polícia Militar recusa-se no entanto a pagar as despesas relativas ao funeral de Patrick, pois alega que o mesmo não estaria de serviço, e como tal, não morreu em serviço. Os familiares, por sua vez, reagem e afirmam que não pretendem nenhum dinheiro, mas apenas que ele seja sepultado com a honra e a dignidade que merece, já que estava de serviço 24 horas tal como a própria irmão referiu.

Patrick é já o sétimo polícia a ser abatido no Rio de Janeiro nestes primeiros dias de 2018.

Infelizmente, em Portugal, mas também no Brasil, são muitos os polícias que são agredidos e que perdem a vida muitas vezes de forma extremamente violenta no cumprimento do dever.