Um jovem de 27 anos, natural da Póvoa do Varzim, morreu alvejado a tiro na noite de quinta-feira, 18 de Janeiro, na Favela da Linha, no Brasil. Patrick Batista Lopes era elemento da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro de São Carlos, em Estácio, na zona Norte do Rio de Janeiro. O português, que emigrou para o Brasil com a família ainda em criança, foi encontrado no interior de um automóvel assassinado com 15 tiros. O Crime está a ser investigado pelas autoridades brasileiras. A irmã disse à imprensa local que o funeral do jovem polícia foi custeado por amigos, lamentando que o Governo do Estado não tenha reconhecido aquela morte como em serviço, uma vez que a mesma terá ocorrido quando Patrick Lopes não estaria em trabalho.

Patrick Batista Lopes nasceu há 27 anos no concelho da Póvoa do Varzim, na região metropolitana do Porto. Ainda criança emigrou, com a família, para o Brasil e morava actualmente no bairro de São José do Imbassai. Ingressou na carreira da polícia militar, tendo exercido funções no Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS) da Prefeitura de Maricá. Actualmente era operacional da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Monte de São de São Carlos, em Estácio.

Segundo o portal de notícias LSM, cerca da meia-noite de quinta-feira (18 de Janeiro), durante uma acção de patrulhamento, os militares do Batalhão de Polícia Rodoviária sinalizaram um automóvel abandonado na berma da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106). Ao efectuarem uma operação de vistoria, os policiais encontraram no banco traseiro do automóvel o cadáver de um homem com ferimentos provocados por mais de uma dezena de tiros de arma de fogo.

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A vítima tinha um coldre à cintura e ao seu lado encontrava-se a respectiva identificação, confirmando-se tratar-se do agente policial Patrick Batista Lopes. No local estiveram agentes da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que realizaram as respectivas perícias e recolha de elementos que possam vir a esclarecer em que circunstâncias terá ocorrido aquele crime, estando a investigação a cargo da Delegacia Especializada. O corpo viria a ser removido e transportado para o Instituto Médico Legal de Tribobó.

Segundo o mesmo portal de notícias LSM, o jovem português foi o oitavo polícia militar a ser assassinado no Rio de Janeiro em 18 dias do novo ano. Patrick Batista Lopes foi sepultado no Cemitério Municipal de Maricá na manhã deste sábado, dia 20. As cerimónias fúnebres foram custeadas com a ajuda financeira de amigos e colegas de trabalho, minimizando as dificuldades financeiras da família. Durante o acto fúnebre, um grupo de polícias militares prestaram honras militares a Patrick Lopes.