Cerca de 65% das pessoas que participaram num inquérito, no âmbito do Dia Mundial da Internet, assinalado a 17 de maio, revela já ter experimentado relações íntimas virtuais e mais de 70% obtiveram sensações reais nestes contactos. A pesquisa conclui ainda que a videochamada é meio preferido para estas práticas.

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Longe vão os tempos em que se recorria às linhas telefónicas de valor acrescentado para obter algum tipo de satisfação. Os sons previamente gravados ou a troca de palavras com alguém desconhecido dão agora lugar às múltiplas possibilidades oferecidas pela Internet e pelas novas tecnologias associadas.

De acordo com um inquérito realizado pela marca Flame Love Shop, a propósito do Dia Mundial da Internet, com o objetivo de conhecer o comportamento dos portugueses na rede, cerca de 65% dos que responderam revelam já terem tido intimidades online e mais de 40% por mais de dez vezes.

Inquérito revela que larga maioria das pessoas elege a videochamada para contactos íntimos na internet. (Arquivo Blasting News)
Inquérito revela que larga maioria das pessoas elege a videochamada para contactos íntimos na internet. (Arquivo Blasting News)

Videochamada e SMS no topo

Entre os meios tecnológicos disponíveis, a videochamada é o preferido por mais de metade das pessoas para as relações virtuais, seguindo-se as mensagens de texto (20%) e as gravações ou chamadas de voz (10%). De acordo com Irina Marques, diretora da Flame Love Shop e especialista em Sexologia Educacional, esta preferência está relacionada com os "estímulos visuais e auditivos que este meio proporciona" e "quanto mais estímulos adicionamos a uma interação, maior é o prazer", referiu em comunicado enviado à imprensa.

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A videochamada, segundo a sexóloga, "permite uma melhor e maior interação com quem está do outro lado", não só ver e ouvir, como também "interagir, mandar, ser guiado, partilhar e "tudo isso com mãos livres".

Intimidade na rede não é considerada traição para cerca de 40% dos inquiridos

Mais de metade dos inquiridos pela marca portuguesa de lojas de artigos para adultos considera as relações virtuais com alguém que não o parceiro ou parceira como infidelidade.

No entanto, a pesquisa revelou que cerca de 40% não vê qualquer traição neste comportamento. Uma perceção explicada pela "ideia preconcebida de alguns sobre o que é traição", ou seja "um ato de interação física com uma terceira pessoa", explica Irina Marques, acrescentando que, ao ser online, sem contacto físico, "o ato é entendido como não sendo traição".

No entanto, quase metade (45%) dos participantes no inquérito que já teve relações pela Internet, fê-lo com o parceiro habitual, enquanto 23% com um amigo, 19% com um desconhecido e 5% com um amante.

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Dois terços concluem ter obtido sensações reais nestes contactos e apenas 10% achou o ato falso.

Quanto à utilização de tecnologias nas relações virtuais, apesar de 30% já terem recorrido este tipo de dispositivos, larga maioria ainda não tem acesso aos mesmos, conclui a pesquisa realizada pela Flame Love Shop.

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