Nas últimas décadas, na viragem do século, disseram-nos que tínhamos entrado na idade de ouro da tecnologia: Século XXI, a era das “Novas tecnologias e da Informação”!

Afinal não passa de um mito. Senão vejamos, será possível que a mesma entidade nos contate várias vezes a solicitar a mesma informação? Essa mesma informação não deveria estar guardada e devidamente arquivada numa base de dados digital?

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Sim essa informação está lá mas apenas quando convém.

Há uns anos assinei contrato com uma operadora de televisão por cabo, em 5 minutos tinha tudo tratado. Excelente! Viva as “Novas Tecnologias”!

Há uns dias resolvi cancelar o contrato. Liguei para a operadora, disse-lhes que queria cancelar, o motivo pelo qual ia cancelar e informei-me sobre o que era necessário para o fazer. No dia seguinte recebo uma chamada da respetiva operadora a perguntar-me se queria mesmo cancelar o contrato e porquê.

A informação á distância de um clic
A informação á distância de um clic

O que foi feito da informação que lhes tinha fornecido na véspera? Dirigi-me a uma loja da operadora para cancelar o respetivo contrato, tal como me tinha sido indicado. Na loja onde tem todos os meus dados online, voltaram-me a fazer as mesmas perguntas, mais uma vez me pergunto, o que foi feito da informação? Ainda na loja pediram-me o meu número de telefone (que têm na minha ficha de cliente), para ser contatado pela operadora. Em segundos sou contatado…não é que me voltaram a fazer exatamente as mesmas perguntas.

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As que me fizeram:

1º Quando liguei a solicitar o cancelamento;

2º Quando me ligaram para confirmar se era o que eu queria, como se eu não soubesse o que quero;

3º Quando me dirigi à loja;

4º Quando ainda na loja me voltaram a contatar.

Até o mais paciente dos mortais perde a cabeça. Demorei 40 minutos para tratar de um assunto que deveria estar ao alcance de uma tecla.

Conclusão: Sim! A informação e a tecnologia existem! Mas apenas quando servem os interesses instituídos, de resto existe só para nos complicar e dificultar a vida.

Já é tempo de estes senhores perceberem que são os clientes/ consumidores que lhes compram os produtos/ serviços, que lhes pagam o ordenado, e como tal merecem no mínimo o seu respeito!

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