Os pequenos Rovers que a NASA tem enviado para explorar a superfície de Marte, apesar dos excelentes resultados, têm-se deparado com uma dificuldade. A irregularidade do terreno impede por vezes a visão clara do melhor caminho a seguir. A solução encontrada, ainda em fase de estudos, será um pequeno 'drone-helicóptero'. Esta solução permitirá uma visão alargada do terreno e possíveis rotas de exploração para o Rover.

Os engenheiros da JPL (Jet Propulsion Labs) estão a desenvolver um "drone-helicóptero" com cerca de 1 Kg e cerca de 1 metro de ponta a ponta, nas pás da hélice.

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Este sistema aéreo poderá ser lançado pela NASA com o 'Mars Rover' de 2020, trabalhando em parceria com o robô de seis rodas. Mike Meacham, Engenheiro Mecânico da JPL, explica, num vídeo publicado pela NASA a 22 de Janeiro, as vantagens, dificuldades e o ponto em que estão os ensaios desta nova ferramenta de exploração extraterrestre.

"Se o nosso Rover estivesse equipado com o seu próprio helicóptero, capaz de ver para lá dos objectos altos à sua frente, isso dar-nos-ia a possibilidade de tomar decisões sobre o caminho para telecomandar ao Rover, muito mais eficazmente," explica Meacham.

Drone em Marte com painel solar
Drone em Marte com painel solar

Claro que fazer um helicóptero robô voar em Marte, apesar da fraca gravidade, é muito mais difícil do que aqui na Terra. Para começar, a atmosfera marciana tem 1% da densidade da terrestre, a nível do mar. Ou seja, um helicóptero teria que ter pás de hélice maiores, ou girá-las a maior velocidade, para poder suster o voo no Planeta Vermelho.

Mas há outros problemas. "Há que manter a massa total do sistema com pequenas proporções, o sistema tem de ter e manter autonomia para voar e manter o voo estável, e tem de conseguir levantar voo e pousar repetidamente, no terreno irregular e rochoso de Marte; e finalmente "sobreviver" num ambiente hostil," conforme explica no vídeo Bob Balaram, engenheiro-chefe de sistemas de mobilidade e robótica, da JPL.

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As características do sistema proposto incluem hélices de contra-rotação desenhadas para a atmosfera marciana, baterias recarregáveis por energia solar, uma câmara de alta resolução para navegação, pouso e prospecção científica do terreno; finalmente um sistema de comunicações para relé de dados ao Rover.

Outros sistemas de voo marciano, como robôs de voo semelhantes a insectos ("entomópteros") e balões foram estudados e poderão ser incluídos em próximas missões não tripuladas a Marte.

A NASA planeia enviar as primeiras missões tripuladas às proximidades de Marte, em meados da década de 2030.

(fontes: space.com, NASA)

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