Empresas como a Google, a Apple, o Facebook ou a Microsoft, estão preocupadas com a segurança dos seus utilizadores e fizeram parte de uma missiva enviada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Nesta terça-feira, 19 de maio, associações comerciais, várias personalidades do setor tecnológico, ONGs e mais de uma centena de empresas de tecnologia, enviaram uma carta a Barack Obama. Na carta solicita-se que funcionários dos serviços de segurança da administração Obama parem de utilizar a tecnologia que têm disponível e de colocar em risco a proteção de dados pessoais dos seus utilizadores.

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Invocando questões de segurança, no passado mês de outubro, o diretor do FBI, James Brien Comey Jr, afirmou que seria necessário legislar no sentido de limitar ou corrigir o poder das empresas de tecnologia utilizarem técnicas avançadas de criptografia. Estas técnicas são aplicadas para proteger os dados pessoais de utilizadores destas empresas. O tema tem preocupado várias empresas que também subscreveram a carta enviada a Barack Obama e empresas cujos serviços são utilizados diariamente por milhões de pessoas, como são os casos da Dropbox, Google, Microsoft, Yahoo, Facebook ou da Apple.

Apple, Google e Facebook pressionam Obama
Apple, Google e Facebook pressionam Obama

Na carta enviada ao presidente dos Estados Unidos pode-se ler: "Nós pedimos que rejeite qualquer proposta para que as empresas dos EUA enfraqueçam deliberadamente a segurança de seus produtos. Solicitamos, em vez disso, que a Casa Branca se concentre no desenvolvimento de políticas que promovam a ampla adoção de fortes tecnologias de criptografia, em vez de as tentarem minar".

Caso muitas das medidas que a administração Obama pensa implementar fossem realmente impostas, existe também a preocupação por parte dos signatários desta carta que muitos utilizadores pudessem procurar, no futuro, os serviços de outras marcas ou companhias, colocando em perigo a economia, alguns direitos humanos e a paz mundial: "O resultado seria um ambiente de informações com muitas vulnerabilidades que poderiam ser exploradas ainda pelos mais perigosos e repressivos regimes.

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Esse não é o futuro que o povo americano ou a população mundial necessita".

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