Actualmente, é rara a pessoa que aceda regularmente à internet que não conheça ou não esteja familiarizada com a aplicação para smartphone Tinder, uma aplicação que, resumidamente, pode ser descrita como speed dates online. O utilizador regista-se na app e poderá localizar outros utilizadores que estejam perto de onde este está, promovendo assim um possível encontro amoroso entre duas pessoas alegadamente solteiras.

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Seria esta a ideia original do Tinder, mas um estudo online realizado recentemente pela GlobalWebIndex a cerca de 47 mil utilizadores do Tinder em todo o mundo revela que pelo menos quase metade, ou seja, 42%, dos utilizadores já estão comprometidos.

Os dados recolhidos pela GlobalWebIndex, uma empresa de estudos de mercado, indicam que uma larga percentagem destes 42% são comprometidos. 30% são casados e os restantes 12% dos utilizadores comprometidos encontram-se actualmente numa relação.

Tinder tem cerca de 1.6 biliões de utilizadores
Tinder tem cerca de 1.6 biliões de utilizadores

Isto revela que, numa aplicação desenhada para promover encontros amorosos entre solteiros, apenas 58% dos inscritos são realmente solteiros, apesar de, dentro destes 58%, 3% serem divorciados ou viúvos.

A GlobalWebIndex não se ficou apenas pelo estado civil dos inquiridos, pesquisando mais dados sobre a população presente no Tinder. Uma grande percentagem, 62% dos utilizadores que participaram no estudo, são do sexo masculino, restando 38% do sexo feminino.

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O estudo vem ainda permitir ao Tinder afirmar que se dá bem entre a população jovem porque, apesar dos perfis falsos existentes, 38% da população inquirida encontra-se na faixa etária 16-24 anos e 45% das pessoas têm entre 25 e 34 anos. Na faixa etária 35-64 anos existem cerca de 17% de utilizadores. Em declarações ao jornal The Guardian, um porta-voz do Tinder revela que "mais de 50% dos utilizadores do Tinder têm entre os 18 e 24 anos e, ao todo, 84% dos nossos utilizadores estão entre os 18 e 34 anos", contrariando assim os dados divulgados pela empresa de estudos de mercado.

O Tinder começou como uma aplicação gratuita mas, devido ao sucesso, os seus responsáveis lançaram também uma versão paga, a Tinder Plus. Um dos vários objectivos deste estudo foi também saber a percentagem de utilizadores que utiliza essa versão paga. Os dados da GWI indicam que 24% dos utilizadores inquiridos utiliza a versão paga do serviço.

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