Toby Dagg, investigadorno Children's eSafety Commissioner,uma organização oriunda da Austrália cujas atividades se focam em assegurar a segurança de menores no meioonline, lançou um alerta dirigido a muitos pais que costumam frequentar a rede social Facebook.Várias fotografias de crianças foram roubadas de várias contas de Facebook eInstagram, e foram recolocadas em sites frequentados por pedófilos.

O investigador australiano salienta que, apesar de as fotografias terem sido tiradasem contextos normais do quotidiano, nesses sites os comentários colocados são de um cariz explícito e, nalguns casos, perturbador. De acordo com oJornal de Notícias, vários utilizadores ao colocarem fotos de menores esquecem-se das regras básicas de segurança nas Redes Sociais, nomeadamente das definições de privacidade.

Num dos sitesde pedofilia abarcados neste caso foram encontradas cerca de 45 milhões de imagens, todas referindo como fonte uma rede social. De acordo com oPúblico,várias imagens estariam inclusive armazenadas em pastas temáticas, apresentado várias crianças em diferentes contextos sociais (em atividades desportivas, na praia, entre outras).

No entanto, sites deste cariz já existem há alguns anos.Alastair MacGibbon,comissário daSydney Morning Herald,referiu um site encontrado há dois anos com 100 fotografias de crianças, retiradas de redes sociais e blogues.

Dez dias depois da ativação desse site, essas imagens já tinham acumulado cerca de 17 milhões de visualizações.

OJornal de Notíciasrefere ainda o ponto de vistade Susan McLean, especialista em cibersegurança. Susan salienta que, normalmente, são os mais novos que sabem como proteger as suas contas nas redes sociais, enquanto que os pais, em muitos casos, negligenciam esse aspeto. A investigadora alertou ainda para o facto de, ainda que uma determinada fotografia com uma criança tenha um contexto muito"inocente", um predador pode usar essa foto para outros fins mais perturbadores.

De acordo com oPúblico, a PSP lançou, em agosto deste ano, uma campanha paraalertar a população para os perigos de colocar fotos nas redes sociais nas quais sejam identificados menores. As autoridades aconselham os pais a não colocarem de forma ostentiva fotografias dos seus filhos,evitando colocar rostos de crianças ou a referência a nomes e locais que possam identificar o menor. A PSP apelou sobretudo à prevalência do "bom-senso" e "conhecimento" antes de se publicar uma fotografia com uma criança.

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