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Há uma boa notícia e uma má notícia nas novidades que o Facebook vai introduzir na forma como mostra anúncios aos utilizadores. A boa notícia é que haverá mais formas de controlar o tipo de publicidade que se vê; a má notícia é que os bloqueadores de anúncios, ou 'ad blockers', vão deixar de funcionar quando a pessa entra na rede através de um computador. Segundo a explicação de Andrew Bosworth, que lidera a plataforma de negócios e anúncios do Facebook, a intenção é tornar a publicidade mais direcionada e eficiente.

O executivo reconhece que os anúncios em formato digital não acompanharam a melhoria geral das experiências online dos últimos anos – e isso faz com que muitos utilizadores se aborreçam com o tipo de publicidade que lhes aparece pela frente. Por exemplo, aqueles anúncios que obscurecem a página, que demoram a carregar ou que tentam vender algo em que a pessoa não está interessada.

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"Maus anúncios são disruptivos e um desperdício do nosso tempo", indicou o responsável numa publicação no blogue corporativo do Facebook. 

O que vai mudar 

O Facebook vai contornar os bloqueadores de anúncios no desktop. Porquê? Segundo Bosworth, a publicidade garante o financiamento da rede, que é um serviço gratuito, da mesma forma que garante a existência de tantos outros serviços (como o jornalismo online). No segundo trimestre deste ano, a gigante de Menlo Park reportou um crescimento de 63% nas receitas provenientes da publicidade, que atingiram os 5,6 mil milhões de euros. É cerca de 96% do volume de negócios total. 

O executivo explica que vários 'ad blockers' aceitam pagamentos para desbloquearem a publicidade, e que este é um modelo um pouco confuso para os consumidores.

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Em vez de pagar a estas empresas, o Facebook quer que os utilizadores vejam os anúncios sentindo que  podem controlar aqueles a que são expostos. 

É aqui que entra a boa notícia. A empresa de Mark Zuckerberg acredita que os anúncios bem feitos e relevantes podem ser muito úteis, "como um que mostra que a nossa banda favorita vai tocar por perto ou dá desconto numas férias tropicais."  

Mais controlo

As preferências de anúncios vão permitir à pessoa dizer se quer receber certo tipo de anúncios ou não, quais os seus interesses e se há alguma empresa da qual já é cliente – e como tal não precisa de continuar a ser "seduzida" com publicidade. 

É claro que as empresas que vendem este tipo de software não gostaram da medida do Facebook.

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Adblock Plus, uma das maiores do mercado, publicou uma resposta na qual diz que a rede social se tornou "anti-utilizador." Caracteriza a decisão como "lamentável", por impedir o utilizador de fazer uma escolha.