A edição desta terça-feira, dia 24 de Março, do jornal New York Times apresenta um artigo escrito na primeira pessoa por uma conhecida actriz de Hollywood. No intitulado "Angelina Jolie Pitt: Diário de uma cirurgia", a actriz conta aos leitores a decisão que tomou em realizar recentemente uma cirurgia de remoção dos ovários e das trompas de falópio. Aos 39 anos de idade Jolie escreve no artigo que a decisão de remover mais esta parte do corpo é para "que os meus filhos não tenham de dizer: a minha mãe morreu de cancro do ovário".

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Depois de umas análises ao sangue, realizadas em 2013, comprovou-se que a actriz desenvolveu uma mutação genética em que o risco de desenvolver cancro era uma possibilidade elevada. Assim, e de acordo com os resultados médicos, Jolie possuía 87% de possibilidade de vir a ter cancro da mama e 50% de cancro do ovário.

A Embaixadora da Boa Vontade da Agência das Nações Unidas para os Refugiados perdeu a tia, avó e também a mãe com cancro, daí a necessidade mais urgente de estar atenta à sua saúde e à necessidade de se tratar.

Assistida pelo mesmo médico que acompanhou a mãe, Angelina assegura no seu artigo sentir-se "feminina e segura nas escolhas que estou a fazer para mim e para a minha família". Aproveita ainda a ocasião para afirmar que este gesto serve "para alertar e solidarizar-se com outras mulheres que estejam na mesma situação".

Já em 2013 a actriz tornou-se uma fonte de inspiração quando, depois dos conselhos médicos, decidiu fazer uma mastectomia dupla, retirando assim os dois seios. Na altura, a notícia foi também divulgada num artigo da autoria da actriz publicado no mesmo jornal.

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Em "A Minha Escolha Médica", Angelina Jolie referia na altura que "quando soube que essa era a minha realidade decidi ser pró-activa e minimizar o risco quanto podia". Já a sua mãe, que lutou mais de dez anos contra o cancro do ovário, acabaria por falecer em 2007, aos 56 anos de idade.

O marido da actriz, Brad Pitt, acompanhou de perto uma vez mais todo o processo, apoiando sempre Angelina, tendo inclusive viajado de França para os Estados Unidos para ficar mais perto.