Habituada às luzes da passadeira vermelha e presença assídua nos eventos mais mediáticos de Portugal, Lili Caneças nunca teve tempo para pensar sobre o fim dos seus dias. Mas a morte de Manoel de Oliveira levou a socialite a perceber que afinal não era imortal. E, embora esteja "tranquila" com o futuro, a verdade é que agora começa a pensar no dia em que morrerá.

A revelação é feita por Lili Caneças ao Jornal de Notícias. Aos 71 anos de idade, Lili Caneças já começou a pensar sobre o dia em que morrerá.

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"Nunca tinha pensado nisso, porque achava que era imortal, mas a partir deste ano comecei a pensar 'eu não sou imortal'", confessa. O choque com a realidade surgiu com a morte do mais velho realizador do mundo em funções, Manoel de Oliveira. "Quando morreu o Manoel de Oliveira, que achava que ia demonstrar que afinal a imortalidade existia, pensei 'qualquer dia, vou eu'", admite a socialite ao JN durante uma entrevista.

Agora, depois de perceber que afinal não detinha o segredo da vida eterna, começa a pensar que está "mais próxima".

Aos 71 anos, Lili Caneças percebeu que vai morrer.
Aos 71 anos, Lili Caneças percebeu que vai morrer.

"Sou loira, mas não sou burra. Sei que estou na reta final da minha vida e que já não vou ter mais 30 natais e que se calhar já não vou assistir ao nascimento dos meus bisnetos", remata Lili Caneças. No entanto, está "tranquila" com isso, considerando ser "normal". "É a vida", conclui.

Recorde-se que Manoel de Oliveira morreu precisamente há um mês, na sua casa no Porto. O mais velho realizador do mundo em funções perdeu a vida aos 106 anos de idade e ainda com muitos projetos por concretizar.

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Com 90 anos de carreira, era o único realizador ainda vivo que assistiu à evolução do cinema mudo e a preto e branco para o cinema sonoro e a cores. Em 2014, estreou a sua última produção cinematográfica. 'O Velho do Restelo' estreou a 11 de Dezembro, no seu dia de aniversário.

Manuel Cândido Pinto de Oliveira era o seu nome completo. Natural do Porto, nasceu no seio de uma família da alta burguesia. A sua primeira curta-metragem, "Douro, Fauna Fluvial", data de 1931.

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