São reputados cientistas que têm contribuído para a evolução da Medicina. Todos eles partilham um passado familiar com origens portuguesas. Nos casos que aqui apresentamos todos já visitaram o nosso país. Descubra quem são.

Ronald DePinho, 60 anos, é o presidente da entidade oncológica mais importante do mundo (Centro MD Anderson). Já recebeu vários prémios e já esteve algumas vezes "na corrida" para vencer o Prémio Nobel.

É filho de portugueses naturais de Ovar. Os seus pais inicialmenteemigraram para o Brasil, mas a experiência correu mal e mudaram-se paraNova Iorque. Durante muitos anos Ronald costumava passar férias em Portugal. No entanto, desde 2010, DePinho, que sabe falar Português, praticamente só vem a Portugal por compromissos profissionais. No dia 10 de junho de 2015, Dia de Portugal de Camões e das Comunidades,Cavaco Silva deu-lheo título de Comendador da Ordem de Sant'Iago da Espada.

O que mais aprecia no nosso país são as pessoas.

Craig Mello, 55 anos,vencedor do prémioNobel da Medicina em 2006, é mais um ilustre descendente de portugueses. Os seus bisavóspaternos (que rumaram para os Estados Unidos no início do século XX) eram açorianos (mais concretamente da Ilha de São Miguel, concelho da Ribeira Brava). O cientista diz que desde sempre teve orgulho das suas origens. Ao site da Fundação Luso-americana contou que escutava através do seu avô váriasdescrições sobre os Açores que despertavam a sua imaginação:"Imaginava lava a sair dos vulcões e as pessoas a cozinharem”.

Em 2007 deslocou-se à Ilha de São Miguel (concelho da Ribeira Grande). Ali recebeu o título de cidadão honorário. Doisanos depois voltou aos Açores, visitou vários locais, incluindo a freguesia de onde era natural o seu bisavô. O cientista aproveitou ainda a ocasião para ceder temporariamente o seu Prémio Nobel e o respetivo diploma para uma exposição a realizar nas ilhas. Em 2012 regressou novamente aos Açores, desta vez aPonta Delgada, para ser distinguido pela Universidade dos Açores como doutoramento Honoris Causa.

Craig Mello, que também descende de italianos pela via materna, é grato pelo esforços que osseus antepassados fizeram: "Os nossos avós eram pessoas que trabalhavam muito e que nunca tiveram oportunidade de estudar. Nós sabíamos da sorte que tivemos em poder fazê-lo, de ter tido essa oportunidade por que eles trabalharam tanto para nós". O cientista considera que o empenho que assume nas suas tarefas vem dolado português.

Ernest Moniz, de 71 anos,é mais um cientista norte-americano natural de Massachusetts com origens portuguesas. Os seus paisnasceram na Ilha de São Miguel, nos Açores. Ernestnunca escondeu o seu passado português. Em 2013 aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e assumiu o cargo de Secretário da Energia. Recentemente, a 10 de junho, recebeu a Grã-Cruz daOrdem do Infante D.

Henrique.

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