Um advogado brasileiro de 29 anos resolveu ajudar os refugiados que tentam chegar à Europa, vindos da Síria e Turquia, mas acabou por passar por muitas dificuldades. A fazer um percurso terrestre, lado a lado com os refugiados, acabou por vivenciar as mesmas amarguras que os mesmos atravessam. Mas o pior momento de Raoul Gomes aconteceu quando tentava entrar na Sérvia e foi interrogado pelos polícias locais. Quando já se preparava para ficar preso, foi salvo por uma fotografia com o ídolo local Novak Djokovic. 

Qualquer pessoa que tem o privilégio de se cruzar com um ídolo tenta ganhar coragem para registar o momento.

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Também aí as "selfies" se estão a tornar um fenómeno. E foi isso que Raoul Gomes fez quando se cruzou com o número um mundial de Ténis, Novak Djokovic. Como um bom fã, o brasileiro guardava no telemóvel, com orgulho, a fotografia com o ídolo.

Mal ele podia esperar que esta o salvaria de passar pela prisão num país estrangeiro.

"Muito obrigado, Djoko"

Segundo o site Globo, Raoul Gomes deixou a sua vida de conforto no Brasil por uma aventura solidária. O cidadão brasileiro juntou-se a um grupo de refugiados para os ajudar, ainda na Grécia, e resolveu cruzar o mesmo percurso a pé. No entanto, ao contrário dos refugiados (que viajavam com um documento de registo que receberam na chegada à Grécia, provenientes da Turquia), Raoul não tinha qualquer documento e foi confundido por um contrabandista na fronteira entre a Macedónia e a Sérvia. O brasileiro viajava apenas com o passaporte, algum dinheiro e a mochila, o que não lhe identificava as boas intenções. 

Confrontado por cinco polícias numa língua que o brasileiro não entendia, Raoul Gomes sentiu a sua aventura ficar em perigo quando percebeu que o iam deter, ao ver umas algemas na sua direção.

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Foi aí que se lembrou do ídolo Djokovic. Estando ele perante polícias sérvios, fez um gesto para que eles esperassem e foi buscar o telemóvel. Quando lhes mostrou a "selfie" com Novak Djokovic, os polícias convenceram-se que ele não era um contrabandista que tentava aproveitar-se dos refugiados e libertaram-no.  

"Este retrato livrou-me de ser preso. Muito obrigado, Djoko", contou o brasileiro no seu Instagram. Após o momento mais difícil, Raoul Gomes continuou a sua missão, que completou ao final de 26 dias, ao chegar à Alemanha.